Mulheres representam menos da metade das publicações científicas da Unicamp em 5 anos, diz estudo

  • 05/04/2025
(Foto: Reprodução)
Pesquisa apontou que, de 2019 a 2023, 58% das publicações da universidade foram de homens e 42% de mulheres. Autora afirmou que trabalho tem a intenção de buscar ações para diminuir a desigualdade de gênero na ciência. Pesquisa aponta baixa atuação de mulheres em produções científicas na Unicamp Um estudo feito pela Unicamp, em Campinas (SP), mostrou o raio-x da representatividade de gênero na produção científica da instituição em cinco anos. A pesquisa inédita, feita pela Pró-Reitoria e o Sistema de Bibliotecas, apontou que, de 2019 a 2023, 58% das publicações da universidade foram de homens e apenas 42% de mulheres. Receba as notícias da região de Campinas no WhatsApp O artigo foi publicado em uma revista científica e divulgado pela Unicamp na última semana. O levantamento ainda aponta que a desigualdade é mais evidente nas áreas de matemática, ciência da computação, engenharia, energia, administração e economia. Por outro lado, segundo o estudo, há uma forte presença de mulheres em pesquisas científicas nos campos de ciências biológicas e agricultura, imunologia e microbiologia, farmácia, medicina veterinária, enfermagem e psicologia. O artigo na íntegra pode ser conferido aqui. Como aumentar? Pró-reitora de pesquisa da Unicamp e uma das autoras do estudo, Ana Maria Frattini acredita que discussões sobre desigualdades de gênero devem estar cada vez mais presentes dentro do ambiente das universidades para levantar as políticas corretas e aumentar a produção das mulheres na ciência. "A ciência precisa de todas as ideias possíveis. Quando você exclui da ciência metade da população, que são as mulheres, você está perdendo. Para ter uma ciência de qualidade, você precisa agregar as mulheres", disse Marilda Bottesi. O estudo motivou, inclusive, o projeto Mais Mulheres na Ciência, proposto pela Pró-Reitoria, que busca ajudar as mulheres a avançar na trajetória profissional. De acordo com Ana Maria, uma das estratégias é buscar a internacionalização de pesquisas. Como o estudo foi feito? O estudo analisou 25.138 publicações com autores vinculados à Unicamp e concluiu que, do total, 14.580 são provenientes de homens e 10.558 de mulheres. A base de dados usada foram resumos e citações e o levantamento foi feito com auxílio de inteligência artificial para gerar uma classificação binária (masculino ou feminino) baseado no nome completo dos autores nas publicações. “Tomamos o cuidado de verificar corretamente porque encontramos alguns casos com nomenclatura errada. Por exemplo, a base de dados afirmava que um autor era da Unicamp, mas na realidade não era. Então fizemos esse filtro, não somente extraímos os dados”, esclarece o assessor de projetos do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, Francisco Foz, outro autor do trabalho. Os pesquisadores afirmaram que, ainda que esta metodologia seja comum na cientometria, eles reconhecem a limitação, que pode levar à classificação incorreta principalmente de pessoas não binárias, de gênero neutro ou com nomes incomuns – em especial devido à falta de dados precisos sobre o gênero dos autores, o que poderia ser sanado por meio de autodeclaração. Ações sugeridas no estudo para ampliar a representatividade Investir em mentorias e no suporte para desenvolver a liderança feminina, de modo a fortalecer a presença de mulheres em posições proeminentes, a fim de influenciar positivamente as dinâmicas de poder dentro das instituições; Promover a equidade na autoria de trabalhos científicos, estabelecendo normas claras para a atribuição de autoria e mecanismos de monitoramento para garantir justiça no reconhecimento da contribuição feminina; Encorajar a colaboração interdisciplinar, de modo a criar redes de integração de pesquisadoras de diferentes áreas. Isso pode incrementar a visibilidade feminina e o impacto das pesquisas; Encorajar a participação de mulheres em eventos científicos e a disseminação do seu trabalho de modo a ampliar o alcance e o impacto da produção na comunidade acadêmica, garantindo o adequado reconhecimento e a valorização de suas contribuições; Realizar intervenções focadas em combater os estereótipos de gênero que emergem da infância, mostrando exemplos de mulheres de sucesso nas áreas Stem (sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática) para inspirar futuras gerações a se identificarem com esses campos; Promover o financiamento de programas com baixa representação feminina, oferecendo suporte financeiro, mentoria e acesso à infraestrutura adequada, criando um ambiente mais favorável ao desenvolvimento de carreiras de sucesso na área e a superação de barreiras. Unicamp Reprodução/EPTV VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/04/05/mulheres-representam-menos-da-metade-das-publicacoes-cientificas-da-unicamp-em-5-anos-diz-estudo.ghtml


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