Edson & Hudson, Rionegro & Solimões e Os Menotti celebram os 70 anos de Barretos em culto à história da música sertaneja
31/08/2025
(Foto: Reprodução) Veja como foi o show Barretão 70tão na Festa do peão
A Festa do Peão de Barretos deixou para o encerramento dos shows de sua edição histórica de 70 anos uma celebração ao que mais representa a sua essência musical: o sertanejo tradicional ou, "mais raiz", como alguns gostam de falar. Para isso, César Menotti & Fabiano, Edson & Hudson e Rionegro & Solimões foram os escolhidos para dar vida ao projeto "Barretão 70tão".
O projeto consistiu, antes do início do maior rodeio da América Latina, na gravação de um clipe de uma música que tem o mesmo nome. Mas o ápice da ideia veio mesmo na madrugada deste domingo (31), com um show de impressionantes três horas, que segurou o público na arena até 6h e reuniu as três duplas no maior palco de música sertaneja do Brasil para reviver a história do estilo musical mais ouvido do país e festejar as sete décadas da Festa de Barretos.
A escolha foi assertiva. As duplas guardam carreiras respeitadas, bem sucedidas e, principalmente, têm relação muito próxima com Barretos. Desde o festival de música vencido na cidade por Rionegro e Solimões em 1986, passando por Edson e Hudson que viajavam de kombi para tentar tocar no rodeio, até César Menotti e Fabiano, embaixadores do ano passado.
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'Barretão 70tão', com Edson & Hudson, Rionegro & Solimões e César Menotti & Fabiano na Festa do Peão de Barretos
Érico Andrade/g1
Mas ele não pararam por aí na ode à música sertaneja. Os artistas fizeram uma homenagem a um dos maiores ícones do gênero: a dupla Matogrosso e Mathias, que comemora 50 anos de carreira. Nome lendário do estilo musical, Matão subiu ao lado do parceiro que já canta com ele há 15 anos para ser cultuado em uma sequência arrebatadora de sucessos da dupla. Veja mais abaixo.
A apresentação começou com todos no palco para executar a faixa que dá nome ao projeto "Barretão 70tão", seguida de "Saudade da Minha Terra" e "O Bicho Vai Pegar".
"Que prazer estar aqui com vocês hoje. Espero que gostem. Vai ter muita música para vocês", disse Edson.
César Menotti, Solimões, Rio Negro e Edson na Festa do Peão de Barretos
Ricardo Nasi/g1
📸 FOTOS: Barretão 70tão
O "muita música" de Edson era literal. Foram 60 canções. Após a abertura, as duplas começaram a se revezar, cantando duas músicas cada uma. O primeiro bloco foi com "Clima de Rodeio" e a recente "Saudade de ex", de Rionegro e Solimões, "De Barretos a Nashville" e "Como um anjo", de César Menotti e Fabiano, e "Foi Deus" e "Festa Louca", com Edson e Hudson.
O que impressionou durante todo show foi a qualidade vocal dos cantores. Edson, Rionegro e Fabiano são reconhecidos como referência na primeira voz e desfilaram o talento no show especial em Barretos.
Rio Negro e Solimões no projeto 'Barretão 70tão' na Festa do Peão de Barretos
Érico Andrade/g1
Em seguida, mais um bloco de duas músicas cada um, com sucessos poderosos, cantados com muita força pela arena lotada que não arredou o pé do Parque do Peão mesmo com o relógio passando das 3h.
Os Menotti apresentaram "Não era eu" e "Nova York", Rionegro e Solimões escolheram "O Cowboy vai te pegar" e o hit "Tô por aí", enquanto Edson e Hudson foram de "Porta retrato" e "Azul".
Rio Negro, da dupla com Solimões e Edson, da dupla com Hudson no projeto 'Barretão 70tão'
Érico Andrade/g1
No meio da arena
Um dos grandes momentos da apresentação foi quando os artistas desceram até o mini palco montado no meio da galera para fazer um bloco acústico focado em modões. O locutor Jorge Moisés ficou no palco principal e fez versos enquanto todos os cantores atravessavam a arena. "Um grande viva a música sertaneja de verdade", disse.
Com Rionegro e Solimões, a arena balançou com "Telefone mudo", "Ainda ontem chorei de saudade" e "Seu amor ainda é tudo". A dupla fez "Boate azul" só na voz e violão.
César Menotti e Fabiano, no projeto 'Barretão 70tão', na Festa do Peão de Barretos
Érico Andrade/g1
De volta ao palco principal, um momento muito bonito. César Menotti e Fabiano apresentaram "Decida" e "Solidão", de Milionário e José Rico. Em Solidão, houve um coral na arena com a participação de Edson, que cantando imitando Zé Rico, uma das maiores lendas do sertanejo.
Edson e Hudson encerraram a sequência de modões com "Mercedita", "Pinga ni mim" e "Galopeira", com Edson mostrando toda a potência no famoso refrão. Neste momento, Hudson largou a guitarra que o acompanhou em quase todo o show e acompanhou o irmão no violão.
Culto a Matogrosso e Mathias
Matogrosso e Mathias subiram ao palco e foram ovacionados na arena. Com uma energia impressionante aos 75 anos, Matogrosso, com um copo na mão, cumprimentou o público. "Estou brindando com vocês os nossos 50 anos de carreira. Obrigado a todos pelo convite", afirmou o cantor.
Depois da apresentação, as três duplas deixaram o palco e sentaram em mesinhas colocadas na parte de trás para admirar a voz encantadora de Matogrosso e Mathias em uma sequência emocionante de grandes hits da dupla: "De igual pra igual", "Frente a frente", "24 horas de amor" e "Pedaço da minha vida".
"Essa música foi a mais importante da nossa história. Foi quando a gente ganhou nosso primeiro disco de ouro, em 1976", contou Matogrosso.
Cantor Matogrosso faz participação especial no 'Barretão 70tão'
Ricardo Nasi/g1
Em um momento de celebração total à moda de viola e à música sertaneja, eles apresentaram "Boi soberano", com Mathias na viola, e o público mostrando que, ainda que seja fã da música sertaneja moderna, admira muito uma boa viola caipira. Aí veio o ápice, com dois hinos eternos do gênero: "Na hora do adeus" e "Tentei te esquecer", aclamada pela plateia.
Em seguida, a surpresa: Matogrosso e Mathias receberam das mãos do diretor cultural Pedro Muzetti, representando o Clube dos Independentes, responsável pela festa, um troféu em simbolismo a tudo o que a dupla representa para o gênero.
Os artistas decidiram levar ao show um repertório repleto dos maiores hits de cada um. Como no bloco seguinte, com Rionegro e Solimões defendendo o maior sucesso da carreira, "Frio da madrugada", além de um pout-pourri com "Na sola da bota" e "Bate o pé".
Hudson, da dupla com Edson, no 'Barretão 70tão'
Érico Andrade/g1
Neste momento, Os Menotti, ao lado de Juju Menotti, filha de Fabiano, levaram ao público "Nuvem de lágrimas" e também um pout-pourri de "Lado esquerdo" e "Bão também".
Já Edson e Hudson saíram dos grandes hits e apresentaram "Love Hurts", que regravaram recentemente em homenagem ao vocalista original do banda escocesa de hard rock Nazareth, Dan McCafferty, que morreu há dois anos, e uma versão de "Have you ever seen the rain".
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Solimões, da dupla com Rio Negro, na Festa do Peão de Barretos
Érico Andrade/g1
O final da apresentação, mesmo com a proximidade já das três horas de show, também deixou o público vidrado.
Para encerrar, foi a vez dos hits absolutos das duplas: "Peão apaixonado" e "De São Paulo a Belém", com Rionegro e Solimões; "Leilão" e "Ciumenta", com César Menotti e Fabiano, e "Te quero pra mim" e "Galera coração", com Edson e Hudson.
Depois, os seis terminaram o show novamente com "Barretão 70tão" para se despedir do público que assistiu encantado à maior celebração à música sertaneja da edição de 70 anos da Festa do Peão de Barretos.
'Barretão 70tão', com Edson & Hudson, Rionegro & Solimões e César Menotti & Fabian
Ricardo Nasi/g1
VÍDEOS: Barretão 2025